O clipeiro artístico
Revista Época, 2/1/2006
O jornalista Marcelo Rezende manifesta duas ambições em seu ensaio Ciência do Sonho. Uma é tratar o diretor francês Michel Gondry, cuja atividade é concentrada no videoclipe (para Bjork e Chemical Brothers especialmente), como um artista relevante. A outra meta é complementar a essa e consiste em avaliar o clipe como arte, de modo a analisar o estilo visual de Gondry, marcado por concepções visuais absurdas. Herdeiro bastardo e conservador do surrealismo e do cineasta Alain Resnais, Gondry, também diretor do ótimo Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança, é o expoente da geração de clipeiros que, nos anos 1990 e 2000, passaram a dirigir no cinema. Outra figura de destaque dessa transição é Jonathan Glazer, o talentoso realizador do bom drama psicológico-espiritualista Reencarnação.
Ciência do Sonho, Marcelo Rezende, Alameda
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