Goleiros já seguraram muita barra em campo
Jornal do Commercio – Recife, quarta-feira, 26 de Abril de 2006
Os goleiros podem até ser considerados estraga-prazeres apenas porque tentam evitar que a torcida adversária comemore e grite, a pleno pulmões, o gol. Mas, pela visão dos torcedores do seu time, ao longo da história, muitos já deram várias alegrias e escreveram histórias marcantes dentro de campo. Que o digam Rogério Ceni, do São Paulo, e o paraguaio Chilavert, que já pendurou as luvas. O são-paulino marcou 60 gols na carreira, enquanto o seu rival fez 62.
Na Itália, os goleiros foram personagens importantes nas seleções que conquistaram dois dos três títulos da Azzurra. Em 34 e 82, os capitães vestiam a camisa 1. Na primeira, na França, Combi levantou o troféu, enquanto Dino Zoff, repetiu o gesto em 82, na Espanha. Aliás, Zoff é o jogador mais velho da história a ser campeão mundial. Tinha 42 anos.
A admiração pelas atuações daqueles que atuam embaixo das traves motivou o jornalista Paulo Guilherme de Moraes a publicar, neste ano, o livro Goleiros – Heróis e Anti-heróis da Camisa 1, pela editora Alameda. Nele, há pequenas biografias de vários atletas. E, entre tantas curiosidades, o leitor vai se surpreender com as personalidades que um dia já atuaram no gol.
O líder revolucionário Ernesto Che Guevara, o ex-presidente Café Filho, Arthur Conan Doyle (criador do personagem Sherlock Holmes) e o Papa João Paulo II já foram goleiros. O famoso escritor Albert Camus chegou a defender o Universidad de Argel, na década de 30. Outro que mostrou talento na posição foi o cantor espanhol Julio Iglesias. Ele foi reserva dos juniores do Real Madrid. Mas, ao sofrer um acidente automobilístico, aprendeu os primeiros acordes no violão enquanto esteve internado e aposentou a camisa 1.
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