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Livro analisa legado do Rex, coletivo de Wesley Duke Lee

Folha de São Paulo

DA REPORTAGEM LOCAL

Três anos depois de fotografar a São Paulo de “Paranoia”, Wesley Duke Lee foi o estopim de uma onda de choque na arte do país. Juntou um bando de artistas e fundou o Rex.
Nelson Leirner, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo e José Resende estavam no grupo que nasceu anunciando uma guerra. Era o combate às convenções, ao engessamento da arte brasileira no movimento concreto, às respostas – ranço dadaísta traduzido nos trópicos.
“Foi muito mais uma atitude do que produção plástica”, resume Fernanda Lopes, que lança “A Experiência Rex”, primeiro livro no país a investigar o legado do grupo que se fez e se desfez em menos de um ano.
“Era outra possibilidade, de olhar para o lado, não ficar preso a uma produção concreta.” Em termos concretos, o Rex não passou de cinco edições do jornal “Rex Time” e as estripulias na Rex Gallery & Sons, espaço que abriram no Itaim Bibi.
No plano histórico, as questões levantadas pelo Rex não foram respondidas até hoje. Tiveram fôlego curto, como os dadaístas, mas provocaram abalos permanentes. “Foi o início de uma discussão central para a arte contemporânea”, diz Lopes. “Nenhum artista hoje vive sem isso na cabeça, sem pensar no próprio sistema.”


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