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Livro revela pontos comuns das crises capitalistas

CULT- ONLINE

por Eduardo Fonseca

Para o professor do Departamento de História da USP, Osvaldo Coggiola, nada melhor do que estudar as grandes crises capitalistas do passado para entender o que acontece no mundo presente. Em seu livro, As Grandes Depressões: 1873-1896 e 1929-1939 (Ed. Alameda), ele analisa as crises como tendo “fases sucessivas” comuns. Para ele, mesmo que o mundo tenha mudado, alguns pontos estruturais não se alteraram. Assim, recorrendo a uma leitura marxista, o professor identifica as crises capitalistas não como algo isolado, referente ora ao capital especulativo, ora à superprodução ou ainda à falta de regulamentação do setor financeiro, mas originárias do conflito de interesses existentes entre diversas instâncias. Dentro desse viés, o crédito é visto como um acelerador dessas contradições que, mais cedo ou mais tarde, levam o sistema a uma erupção.


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