A exuberância da barbárie
Revista Pesquisa FAPESP
Natureza e cultura no Brasil (1870-1922)
Luciana Murari
Alameda Editorial, 474 páginas R$ 50,00
Edição Impressa 168 – Fevereiro 2010
A exuberância da barbárie
Estudo recupera pensamentos sobre a natureza brasileira
Fernando Amed
As discussões mais ou menos recentes acerca da teoria da história, especialmente em sua vertente anglo- -americana, têm nos acostumado a um certo estado de impasse, como se não fosse mais possível conceber produtos de pesquisas que venham a nos mobilizar no exame de supostas evidências, dos preconceitos que se estabelecem no entorno de determinados conceitos e, enfim, no encetamento das suspeitas acerca das linearidades que vêm a compor a historiografia e a literatura.
A esse respeito, o livro Natureza e cultura no Brasil (1870-1922), de Luciana Murari, traz contribuições para que percebamos os riscos da aderência irrefletida às últimas vagas de pensamento num mundo que se deseja globalizado. Tendo como suporte uma rica oferta de fontes, que variam “da prosa de ficção e não ficção, a crítica literária, a historiografia e o ensaísmo político e social”, a pesquisadora terminou por nuançar a utensilagem mental do campo intelectual brasileiro quando remetido às diferentes concepções acerca da natureza.
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