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Autoras lamentam morte de Duke Lee

Wesley Duke Lee (Arquivo Lydia Chamis)

O artista plástico Wesley Duke Lee, morto na noite deste domingo, dia 12, foi tema de duas publicações da Alameda Editorial. As autoras de Wesley Duke Lee: Um Salmão na Corrente Taciturna e A experiência Rex lamentam o falecimento do idealizador do primeiro happening do país, aos 78 anos.

“Wesley Duke Lee teve certa aproximação com a pop art, realizou o primeiro happening do Brasil, foi um dos primeiros artistas que integrou o espaço à obra de arte, o que chamamos de instalações, que desafiam o público a interagir com a obra. Ele deixa um grande vazio. Era um inovador, um experimentador, e esse tipo de artista fará falta”, comenta a historiadora de arte Cacilda Teixeira da Costa, autora de Wesley Duke Lee: Um Salmão na Corrente Taciturna.

A jornalista e pesquisadora Fernanda Lopes, autora de A experiência Rex, acredita que a reunião de Wesley Duke Lee, Nelson Leirner, Geraldo de Barros, Carlos Fajardo, José Resende e Frederico Nasser para formar o Grupo Rex, em meados dos anos 1960, foi importante para constituir um espaço para a produção artística contemporânea.

“Foi um dos primeiros momentos em que artistas no Brasil começaram a pensar e a se questionar sobre o papel do artista e a maneira como o sistema de arte se estruturava. Isso ganha força na década seguinte, quando mais artistas e também críticos de arte entram na discussão”, completa.

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