Arqueologia das práticas mortuárias

Arqueologia das práticas mortuárias
Marily Simões Ribeiro

R$ 32
196 págs
ISBN: 978-85-98325-59-0

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Por uma história da arqueologia
Livro mostra um panorama da disciplina dos tempos clássicos aos dias de hoje

A arqueologia está no imaginário das pessoas como uma ciência que estuda e cataloga os pedaços de cerâmica de sociedades antigas. Entretanto, a verdade é que a nova arqueologia, no contexto da História Social, se propõe a estudar a sociedade que produziu aquele caco de cerâmica.

O livro de Marily Simões Ribeiro, Arqueologia das práticas mortuárias mostra um panorama da arqueologia através dos tempos, desde seu período clássico (Egito, Grécia e Roma), onde ainda não havia uma diferenciação clara entre os objetos no geral e os de contexto mortuário, passando por todos os seus períodos, como o pré-científico onde todos os vestígios eram igualmente tratados, até chegar nos debates atuais na Arqueologia e do que o podemos falar dos mortos.

È formada uma base sólida para as discussões da segunda parte do livro que são as questões teóricas em aberto, como quais são os novos caminhos da arqueologia e quais são as principais contribuições da arqueologia brasileira.

Mas o principal debate do livro é sobre a aproximação da arqueologia e da história. Enquanto a história não utiliza as inúmeras potencialidades da investigação arqueológica, a arqueologia mostra falhas nas tentativas de apropriação de conceitos históricos e no uso do tempo diacrônico. Para diminuir essa distância é que trabalhos como a Arqueologia das práticas mortuárias são extremamente importantes.

A autora: Marily Simões Ribeiro é mestre em História Social pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da USP.

Índice

Apresentação

Prefácio

Introdução

PARTE I

A HISTÓRIA E A HISTORIOGRAFIA DA ARQUEOLOGIA DAS PRÁTICAS MORTUÁRIAS
À LUZ DA ARQUEOLOGIA GERAL E DAS CIÊNCIAS HUMANAS

Capítulo I

A Arqueologia no período Pré-Científico e a homogeneização dos
vestígios arqueológicos: todos os restos são iguais

Capítulo II

A Sistematização da Arqueologia como disciplina:
os restos mortuários na “cápsula do tempo”

Capítulo III

Os primeiros cinqüenta anos do século XX na Arqueologia:
as sepulturas fornecem pegadas e datas

Capítulo IV

A Nova Arqueologia nos anos 60 e 70:
os mortos falam sobre os vivos

Capítulo V

A Arqueologia Pós-Processual dos anos 80:
os vivos simbolizam-se nos mortos

Capítulo VI

Debates atuais na Arqueologia:
Será que podemos falar dos mortos?

PARTE II
QUESTÕES TEÓRICAS EM ABERTO

Capítulo VII
Velhas questões, novos caminhos

Capítulo VIII

Contribuições da Arqueologia Brasileira

Considerações finais

Notas

Referências bibliográficas

Agradecimentos