Código: 1092

Panorama do Rio Vermelho - Ensaios sobre o Teatro Americano moderno

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Este livro foi originalmente apresentado como tese em concurso de Livre Docência no Departamento de Teoria Literária e Literatura Comparada da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. Os ensaios foram organizados em sequência mais ou menos cronológica; como se verá, e de acordo com a restrição acima, não se trata de levantamento enciclopédico nem de análises exaustivas, mas da busca de alguns fios que atravessam os episódios que nos pareceram mais reveladores. 
A pesquisa tinha originalmente caráter subsidiário, visando apenas a preparar o caminho para a reflexão sobre a experiência brasileira com o teatro moderno, e no início não se supunha que pudesse chegar à dimensão de trabalho com interesse em si mesmo. No seu desenvolvimento — necessariamente um pouco ao sabor do acaso, das possibilidades quase aleatórias de obtenção de bibliografia sem sair de São Paulo com tal finalidade, e da colaboração inestimável dos amigos que viajam, inclusive pela internet —, ao lado dos achados e do incômodo em relação ao que aqui estamos chamando “história oficial” do teatro americano moderno, fomos aos poucos constatando com certo alívio que, desde meados dos anos setenta e certamente como resultado acadêmico das lutas dos anos sessenta, pelo menos nas universidades americanas começa a se desenvolver um pensamento crítico em relação à herança dos anos cinquenta e sessenta (que ainda hoje marca o conhecimento dos brasileiros) e sobretudo uma disposição para a pesquisa e a reconstituição da ampla experiência americana com o teatro político — quase inteiramente desconhecida entre nós.
Para dar apenas um exemplo desses ventos que vêm soprando ao norte: a entrada na academia americana da tradução do livro de Peter Szondi, Teoria do drama moderno, publicada pela editora da Universidade de Minnesota, em 1987, já começou a produzir efeitos na análise da dramaturgia que até agora permanecera mais ou menos incompreensível e na sombra, o que mostra não apenas que, pelo menos no âmbito da dramaturgia, a dialética volta a fecundar os estudos literários naquelas plagas, mas também que em seu compasso começa a reaparecer e a fazer sentido muito da história cultural americana que ficou soterrada. 

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