Código: 1723

Decifrando o Fascismo - Módulo 1


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Quer entender o que é fascismo? E como é possível enfrentá-lo na prática, nas ruas, no parlamento e no dia a dia da sua profissão?

Inscreva-se neste curso do doutor em história e mestre em relações internacionais pela UnB  e militante político Fernando Horta.

 

Módulo 1

Terças e quintas, de 30/06 a 04/08 - 19:30h às 20:30h

  1. Fascismo conceito e historiografia
  2. O fascismo e o século XIX
  3. Fascismo, liderança e massas – dialética, resistências estruturais e sistêmicas.
  4. Fascismo, autoritarismo e totalitarismo – problemas conceituais ou práticos?
  5. Fascismo, democracia e liberdade de expressão
  6. Fascismo e justiça, acordos de exercício de poder ou rivalidades institucionais? A questão dos direitos (humanos)
  7. Fascismo e luta de classes, a explicação econômica
  8. Fascismo, “mentalidade das massas” e condicionantes individuais – a explicação psicológica
  9. Fascismo e populismo, “a revolução das expectativas” e as explicações sociológicas
  10. Fascismo e nacionalismo, o problema dos modelos do século XX e as diferenças para o século XXI
  11. Bolsonaro e a formação do mito fascista

Resumo 

Muito se discute se podemos usar ou não a palavra fascismo para a atualidade brasileira e mundial. O objetivo do curso é entrar de maneira radical e aprofundada nessa discussão para dirimir dúvidas, apresentar o debate histórico sobre o tema e preparar os participantes para lidar com o conceito e as práticas fascistas no dia a dia. 

 

Ementa: 

Uma peculiaridade pouco conhecida da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) é que ela não tem um grande tratado de finalização. O tratado de Frankfurt (1871) encerra a guerra franco-prussiana, o tratado de Portsmouth (1905) encerra a guerra russo-japonesa (1904-1905) e Versalhes (1919) (entre outros) fechou a primeira guerra (1914-1918). Havia uma longa tradição diplomática dos tratados, inspirada na ideia de que a guerra não sobrepujava a “civilização” e que sempre havia espaço para a mesa de negociações salvar vidas. A segunda guerra mundial viu ruir esta percepção. O conflito, contudo, não foi deixado “em aberto”. O grande fecho da segunda guerra é a Carta da ONU. Nela recuperava-se simbolicamente o espaço civilizatório criando um esboço de sistema internacional participativo, resguardados os poderes gestados pelos vencedores da guerra e estabelecendo um controle positivo e civilizacional para o que Hannah Arendt, um pouco mais tarde, chamaria de a “banalização do mal”. Quando menos de vinte por cento dos países do mundo eram uma democracia a Carta da ONU exigia democracia para que países fossem aceitos no pacto. Quando os horrores dos campos de concentração nazistas e as explosões nucleares de Hiroshima e Nagasaki ainda eram vivos na memória dos homens que a Carta exigia o respeito aos direitos humanos.  

 

O curso Decifrando o Fascismo é uma produção HCSME, Alameda e Fernando Horta 

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