Código: 945

Shakespeare e Maquiavel

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“Ser ou não ser – eis a questão”. “Além disso, deve-se, em todas as coisas, considerar o seu fim...”. As duas famosas frases, respectivamente associadas a Shakespeare e Maquiavel, podem, em princípio, apontar para duas esferas distintas da produção humana: a arte e a política.

 

A ideia geral deste livro, no entanto, é tentar mostrar como arte e política podem ter conexões muito mais profundas do que aparentemente se supõe. Até mesmo uma ligação essencial. Por meio da apropriação do pensamento trágico de Shakespeare e de Maquiavel, o autor trata de investigar como a arte shakespeariana era extremamente política enquanto o pensamento político maquiaveliano tinha um elevado valor artístico-literário – a leitura de Maquiavel como pensador trágico é uma das teses deste livro.

 

É via uma visão trágica de mundo que o autor, o filósofo Rodrigo Suzuki Cintra, traça seu esquema de interpretação da Era Moderna. Ao conectar arte e política em Shakespeare e Maquiavel, o autor resgata um problema de extrema importância na obra destes importantes pensadores, uma questão que está no centro da tragédia: o lugar da justiça. 

 

Se o núcleo da política é o poder, e o núcleo do direito é a justiça, a tragédia enquanto formato literário e enquanto modo de viver e sentir o mundo se propõe como uma forma política e jurídica. Assim, podemos encontrar nas grandes tragédias shakespearianas seja Hamlet, Otelo, ou Macbeth, e também em O Príncipe, de Maquiavel, uma preocupação comum, equacionar como o poder se liga à justiça. Estudar esses autores em conjunto, entrecruzando suas obras, é uma alternativa original de investigar uma questão fundamental para a política e para o direito: os limites do poder.

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