Imagens da Revolução Mexicana
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Imagens da Revolução Mexicana Camilo de Mello Vasconcellos Preço: R$ 34 248 págs. ISBN: 978-85-98325-45-3 |
A Revolução Mexicana eternizada pela arte
Ensaio mostra como os muralistas eternizaram um dos mais importantes movimentos sociais do século XX
Iniciada em 1910, a Revolução Mexicana ainda é lembrada por movimentos de esquerda ao redor do mundo. No próprio México, o espírito dos zapatistas voltou a inspirar novos levantes populares, como em Chiapas na década de 1990, e em Oaxaca no ano passado. Além do caráter revolucionário, a Revolução Mexicana produziu outro aspecto, estético. Esse é o foco de Imagens da Revolução Mexicana, de Camilo de Mello Vasconcellos. Artistas como Juan O’Gorman, Jorge González Camarena, e David Alfaro Siqueiros retrataram o movimento através de murais, eternizados nas paredes do Museu Nacional de História.
O livro de Camilo Vasconcellos vai sendo tecido cuidadosamente. Inicia-se pela discussão sobre as vicissitudes políticas que envolveram a fundação do Museu e sobre as controvérsias a respeito da escolha do Castelo de Chapultepec como edifício onde ele seria instalado. Em seguida, o autor adentra o Museu, caminha por suas salas até chegar àquelas reservadas à rememoração da Revolução.
Nestas salas, o autor entrelaça as escolhas e definições dos responsáveis pela montagem das exposições com as determinações da política oficial dos governos mexicanos e deixa claro que o museu é também um local de disputas e conflitos em torno de projetos políticos distintos.
Sobre o autor: Camilo de Mello Vasconcellos é Doutor em História Social pela FFLCH/USP. Atua como Educador do Museu de Arqueologia e Etnologia da USP.
Índice
Apresentação
Prefácio
Introdução
Capítulo I
O Museu Nacional de História da Cidade do México: a catedral cívica da Nação mexicana
De Nuseu Nacional Mexicano a Museu Nacional de História: uma breve síntese
O edifício para o Museu: Castillo de Chapultepec, alegoria da nação mexicana
O Museu Nacional de História na gestão Cárdenas como um dos elementos formadores da “nação nova”
A disputa ideológica e simbólica pelo Castillo
A inauguração do Museu Nacional de História:
a representação do espetáculo da nacionalidade mexicana
Capítulo II
O Museu Nacional de História abre-se ao público:
a visualidade da nação mexicana concretiza-se
Objeto, Coleção, Exposição
A formação das coleções do Museu Nacional de História
A visualidade da nação mexicana concretiza-se:
o Museu Nacional de Históra abre-se ao público
Capítulo III
As Representações da Revolução Mexicana
A formação da Sala da Revolução Mexicana
O primeiro projeto de uma Sala Pemanente da Revolução Mexicana em 1975:
as massas entram em cena?
A Exposição de 1982: nova visão da Revolução
Disputando o legado da Memória da Revolução Mexicana no Museu Nacional de História
Capítulo IV
Os Murais da Revolução
O Muralismo Mexicano: algumas considerações
Visões da Revolução: os murais do Museu Nacional de História
Siqueiros: uma alma em constante ebulição
Considerações finais
Caderno de imagens
Posfácio
Notas
Referências Bibliográficas
Fontes
Agradecimentos



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