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O Poder das Imagens

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Referência: 9788579390456


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O Poder das Imagens

Cinema e política nos governos de Adolf Hitler e de Franklin D. Roosevelt

 

Graças ao desenvolvimento tecnológico nos meios de comunicação de massa no século XX, o rádio e o cinema se tornaram acessíveis a um grande público. Por esse motivo, governantes que optaram por uma política de massa transformaram as novas mídias em instrumento de propaganda política. Na Alemanha de Hitler, a rádio fez um grande papel na divulgação da ideologia nazista, contudo, a produção cinematográfica realizada pelo regime foi ainda maior. O estímulo do Ministério da Propaganda sob a batuta de Joseph Goebbels resultou na realização de documentários e filmes de ficção que muito contribuíram para provocar paixões nacionais e devoção ao líder. Enquanto isso, Roosevelt também estimulou a produção de filmes de propaganda desde 1933. O cinema hollywoodiano da “Era Roosevelt” apresentava aspectos similares aos que esta sendo feito pelos alemães. Dos dois lados havia o propósito de angariar adeptos para as respectivas causas.

A comparação abarca os anos de 1933 a 1945, período em que Hitler, na Alemanha, e Roosevelt, nos EUA, introduziram mudanças políticas nos respectivos países que, apesar de muito distintas, se orientavam por uma nova concepção do papel do Estado em vários aspectos, inclusive nas políticas culturais que permitiram grande estimulo à indústria cinematográfica. As produções alemãs e americanas do período são significativas para a compreensão das ideologias que orientam esses governos e para a discussão sobre a relação entre cinema e política.

A filmografia de propaganda nazista é conhecida nos dias de hoje, assim como os filmes relacionados à Segunda Guerra Mundial feitos nos EUA na mesma época. No entanto, comparar o cinema hollywoodiano com o cinema nazista não deixou de ser uma ousadia.

 

 

Sobre o autor: Wagner Pinheiro Pereira, doutor em História Social pela Universidade de São Paulo, é Professor de História da América do Instituto de História e do Programa de Pós Graduação em História Comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro. É coordenador do Núcleo de Estudos Históricos de Midiáticos das Américas e da Europa (NEHMAE), vinculado ao Laboratório de Estudos do Tempo Presente (TEMPO-UFRJ). Participou das coletâneas História e Cinema (Alameda 2007) e O Brasil e a Segunda Guerra Mundial (Multifoco, 2010) e é autor, de 24 de Outubro de 1929: A Quebra da Bolsa de Nova York e a Grande Depressão (Editora Nacional/ Lazuli, 2006).

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