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TEORIA CRÍTICA DA CULTURA DIGITAL: Aspectos educacionais e psicológicos

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Referência: 9788577510993


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TEORIA CRÍTICA DA CULTURA DIGITAL:
Aspectos educacionais e psicológicos

Ari Fernando Maia, Antônio Álvaro Soares Zuin e Luiz Antônio Calmon Nabuco Lastória (organizadores
)
224 p., 2015, 16x23 cm, ISBN 978-85-7751-099-3


A despeito de M. Horkheimer e T. W. Adorno afirmarem, inequivocamente, que a liberdade é inseparável do pensamento esclarecido, eles tinham também clareza de que as formas históricas que a ciência e a tecnologia tomaram colocavam-nos diante de um novo impasse: aquilo que liberta também aprisiona. No conceito de indústria cultural se encontra in nuce a aporia com a qual esses pensadores estavam lidando, pois, quando a cultura se organiza sob uma forma industrial seu potencial libertador fica tutelado, e a formação se converte em semiformação.

Atualmente, o progresso tecnocientífico acelerou de forma inusitada algumas mudanças no campo sociocultural. A denominação ´cultura digital´, uma forma pretensamente neutra de se referir às mudanças significativas no campo da indústria cultural, identifica uma longa série de hibridizações promovidas pelos aparatos técnicos a partir da intensificação de estímulos visuais, táteis e auditivos, aceleração temporal e compressão espacial, dentre outros aspectos.

Tendo como referência problematizar esse conjunto de questões o ´VIII Congresso Internacional de Teoria Crítica: Desafios na Era Digital´, realizado na primavera de 2012 na Faculdade de Ciências e Letras da Unesp-Araraquara, SP, debateu os desafios lançados pela era digital ao legado da chamada Escola de Frankfurt. O conjunto de contribuições encerrado pelos textos aqui apresentados abarca questões da maior importância para o desenvolvimento de conhecimentos orientados pela tradição inaugurada pelos teóricos da Teoria Crítica da Sociedade nas atuais condições sociais, objetivas e subjetivas, mediadas pelos aparatos tecnológicos contemporâneos. Esperamos que este livro estimule outras reflexões imprescindíveis à sobrevivência e vitalidade crítica do pensamento, no exato momento em que as condições sociais o tornam cada dia mais difícil. A esperança de que a tecnologia possa ser usada para ampliar efetivamente a liberdade humana depende do pensamento crítico, da produção de experiências intelectuais que tragam à luz as potencialidades reprimidas da técnica e da coragem de imaginar novos usos para os aparatos hoje existentes. Há experiências intelectuais fundamentais em debate neste livro; nosso desejo é o de que elas prossigam de modo efetivamente profícuo.

 

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