Código: 358

UMA PRAJA AINDA IMAGINADA: A representação da Nação em três romances indianos de língua inglesa

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Referência: 978-85-7751-02


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Cielo G. Festino
288 páginas

Este livro é um trabalho exemplar no estudo das complexas relações entre literatura e história. Neste caso, a análise de três romances indianos de língua inglesa vale como passaporte para um conhecimento amplo também da história da Índia moderna.

Na pitoresca linguagem diplomática e da indústria cultural, a Índia é um país “emergente”, como o Brasil, a China e outros. Mas, pode-se perguntar: emergindo de onde? e para onde? O que resta, contudo, é que por aqui pouquíssimo, ou quase nada, sabemos sobre a Índia, seja sua literatura, seja sua história.

O foco deste livro excepcional é, como diz seu subtítulo, o estudo da representação da Nação indiana em três narrativas da tradição indo-inglesa: O palácio do espelho, de Amitav Ghosh (no Brasil, Objetiva, 2006); Um moço apropriado, de Vikram Seth (sem edição no Brasil); O deus das pequenas coisas, de Arundhati Roy (Companhia das Letras, 1998). O tempo ficcional desses três romances problematiza a história da Índia a partir da Independência, em 1947, passando pela Segunda Guerra Mundial e chegando até os anos 1960, conforme a perspectiva articulada pelos três autores nas décadas de 1990 e 2000.

Nas palavras exatas da autora, “a Nação é metáfora central na tradição do romance indiano de língua inglesa, uma vez que a história da Independência da Índia e a formação da Nação constituem um processo ideológico e emocional que afetou todo o subcontinente. Como tentaremos demonstrar no presente trabalho, tendo começado no século XIX, esse processo continua ainda hoje, tornando-se um ‘grande reservatório’ de material literário”.

A Praja do título é expressão precisa e preciosa colhida em texto do Mahatma Ghandi e implica o desejo de concretizar o ideal de uma Nação (Praja) para todos, integrando no subcontinente indiano as classes e as castas, as religiões e culturas, buscando superar as diferenças e desigualdades, constituindo uma unidade nacional moderna, sem discriminação nem opressão. É um sonho em processo, repassado de contradições e conflitos.

São problemas candentes e atuais da Índia, que guardam inesperada ressonância com problemas das sociedades brasileira e latino-americanas, e não só porque seríamos emergentes em comum. A diferença nos une, apesar de tudo e das imensas distâncias...

Valentim Facioli

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