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A construção teórica de Celso Furtado, de Vanessa Jurgenfeld

Ref: 978-65-5966-415-3
Marca: Alameda
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Descrição Geral

A construção teórica de Celso Furtado, de Vanessa Jurgenfeld

Vanessa Jurgenfeld analisa de forma profunda a teoria do subdesenvolvimento de Celso Furtado, buscando contextualizá-la no seu tempo e contrapondo-a às teorias do desenvolvimento de tradição neoclássica, que vicejaram no pós-guerra, e às críticas à esquerda sofridas pelo autor.

O leitor encontrará um quadro dos temas centrais acerca do debate sobre o desenvolvimento. Vanessa mostra a originalidade da teoria de Furtado, que, fundada na abordagem histórica e estrutural, desmonta a visão tão cara aos economistas do centro do sistema, segundo a qual o subdesenvolvimento seria uma fase em uma evolução que poderia desembocar no pleno desenvolvimento dos países periféricos, desde que estes adotassem as políticas econômicas consideradas adequadas, e não uma situação estrutural decorrente do próprio desenvolvimento capitalista, marcada por inúmeras especificidades, como defende Furtado.

A autora também contrapõe Furtado aos seus críticos brasileiros, que muitas vezes foram duros, apesar de reconhecerem a importância de sua obra. Por essas razões, a leitura deste livro é fundamental para todos que desejam entender a obra desse grande autor, a realidade e as possibilidades do Brasil neste momento de profunda crise do capitalismo.

Francisco Luiz Corsi, Professor de Economia da Faculdade de Filosofia e Ciências (FFC) da Universidade Estadual Paulista (UNESP)

Sobre a autora: Vanessa Jurgenfeld é economista, doutora em Desenvolvimento Econômico pela UNICAMP, professora do Departamento de Ciências Políticas e Econômicas, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), em Marília (SP).

 

Sumário:

Introdução 11

Capítulo 1. O imediato pós-Segunda Guerra Mundial e o surgimento da Cepal 21
Introdução 23
A Guerra Fria e a consolidação do imperialismo dos Estados Unidos 24
A social-democracia na Europa do pós-guerra 33
Os primeiros debates dos países centrais no pós-guerra sobre o atraso 37 
A novidade teórica do subdesenvolvimento 42 
O surgimento da Cepal sob controle da ONU e dos EUA 46
As contribuições originárias da Cepal e suas oposições ao mainstream 56
Críticas e autocríticas da Cepal 66
Algumas considerações de Prebisch diante dos seus críticos 77 
Conclusão 84

Capítulo 2. A teoria do subdesenvolvimento de Furtado: entre antes e depois de 1964 87
Introdução 89
O foco na teorização sobre o subdesenvolvimento brasileiro 92
O método histórico e estrutural: mediação para evitar generalizações 99
As múltiplas dimensões do subdesenvolvimento e o marco nacional 106
O problema da formação nacional 113
Do Estado Nacional ao capitalismo pós-nacional 122
A produção e a apropriação do excedente social 129
A relação de dominação e dependência expressa pela interpretação centro-periferia 134
A defesa da industrialização nacional e a crítica da modernização 139
O domínio da tecnologia como forma de poder mundial 155
A propriedade da terra e as características de uma agricultura itinerante 162
Entre o dualismo e a heterogeneidade estrutural 170
A concentração de renda: condições da agricultura repostas na industrialização 175
Comércio exterior e fragilidade do Balanço de Pagamentos 179
Conclusão 185

Capítulo 3. As teorias do crescimento no pós-Segunda Guerra Mundial e a crítica de Furtado 189
Introdução  191
As teorias do crescimento do pós-guerra 195
Rosenstein-Rodan: uma industrialização “adaptativa” nas economias deprimidas 195
Nurkse e o problema da formação de capital: faltaria poupança aos países subdesenvolvidos 207
A oferta ilimitada de mão de obra de Lewis: referencial clássico com aproximação da “solução” neoclássica 224
Notas sobre a interpretação do planejamento em Lewis 230
Rostow e sua ideia geral de que o “desenvolvimento” é para todos 237
A influência da escola neoclássica sobre as teorias do crescimento 250
As críticas de Furtado 258
As críticas ao referencial neoclássico 259
As críticas às teorias do crescimento de Rosenstein-Rodan, Nurkse, Lewis e Rostow 264
Conclusão 278

Capítulo 4. A crítica a um suposto Furtado neoclássico e a sua reação 281
Introdução 283
Referências cruzadas: as apropriações de Furtado das teorias do crescimento 285
Entre o desemprego disfarçado, a oferta ilimitada de mão de obra e o desemprego estrutural 288
Da economia dual ao dualismo histórico e estrutural 291
Da influência do “efeito de demonstração” ao mimetismo cultural 293
A estagnação furtadiana 296
O Furtado “neoclássico” em Tavares e Serra 307
A suposta fraqueza do dualismo cepalino-furtadiano na crítica de Oliveira 312
Os limites da crítica de Tavares e Serra e de Oliveira 323
As respostas não explícitas de Furtado a seus críticos 337
A difícil superação do subdesenvolvimento 338
Conclusão 345

Considerações Finais 349

Referências Bibliográficas 359

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