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Entre o doce e o amargo

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Descrição Geral

O triunfo da Revolução Cubana, em 1959, abriu grandes possibilidades de transformações na ilha, que ocorreram em todos os âmbitos da sociedade, inclusive no campo da política cultural. Inúmeros jornais, publicações, editoras e instituições culturais foram criados já nos primeiros anos da Revolução. No entanto, desde o princípio, limitações e limites foram colocados pelo governo, cerceando muitas vezes a liberdade de expressão e criação.

 

Barthon Favatto Jr. convida o leitor a acompanhar as trajetórias e os engajamentos nas lutas revolucionárias dos intelectuais cubanos Guillermo Cabrera Infante e Carlos Franqui desde 1951, quando fundam a Sociedad Cultural NuestroTiempo, e a responsabilidade por comandar o jornal porta-voz do regime revolucionário, Revolución, e seu suplemento cultural, Lunes deRevolución. Mostra como o fechamento de Lunes e, posteriormente, do próprio Revolución, entre tantas disputas, levaram ao desencantamento destes escritores com o regime, até tomarem a opção do exílio, quando Franqui, último a sair, deixou a ilha em 1968.

 

Importante trabalho de pesquisa, apoiado em um conjunto diverso de fontes, como autobiografias, romances e reportagens da imprensa, valoriza a importância que o grupo de Revolución teve no início do processo revolucionário, ao contribuir para a elaboração de um projeto cultural revolucionário e plural na ilha, e defende os rumos políticos que estes intelectuais tomaram ao deixá-la, quando viram sufocados seus projetos.

 

Sílvia Cezar Miskulin

Professora da Universidade de Mogi das Cruzes

 

Sobre o autor:Barthon Favatto Jr. é mestre e graduado em História pela Unesp/Campus de Assis e professor colaborador do Centro de Letras e Ciências Humanas da Universidade Estadual de Londrina (CCH/UEL). Atualmente, o autor desenvolve pesquisa comparativa sobre a formação de uma cultura visual no Chile e em Cuba, entre os anos de 1959 e 1973, junto aos grupos de pesquisa CNPq “História Visual, Artistas e Intelectuais” (Unesp) e “Dimensões Culturais e Políticas do Exílio Latinoamericano” (UFMG).

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