PRÉ-VENDA: Jogo de cena, de Juliana Muylaert Mager (ENVIO A PARTIR DE 21/07/21)

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Marca: Alameda Modelo: 2021 Referência: 978-65-86081-73-2

Características


  • Páginas: 296 páginas
  • Medida: Altura: 01cm, Largura: 14cm, Comprimento: 21cm
  • Peso: 400 gramas

Por:
R$ 50,00

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História, memória e testemunho no documentário de Eduardo Coutinho

 

A prática historiadora nos últimos 30 anos renovou-se no contanto direto com as questões impostas pelo tempo presente. Memória e testemunho tornaram-se os elementos centrais para a operação historiográfica em estreito diálogo com as demandas do seu próprio tempo. Nesse movimento, profissionais de história sobretudo nos exercícios de história oral e nos domínios da história pública se aproximaram dos documentaristas, um deles em especial, Eduardo Coutinho. Desde o Cabra Marcado para Morrer, o cineasta provocou a história no confronto com a memória através do testemunho transformador de seus personagens. Quem se esquece da fala final de Elizabeth assumindo a sua verdadeira identidade depois de anos exilada dela mesma? Provocar a memória, para que ela se atualize em testemunho, foi uma das estratégias usadas pelo cineasta na configuração das narrativas em seus documentários. O estímulo à narrativa testemunhal ganha contornos ainda mais complexos no documentário tratado nesse livro: Jogo de Cena.
No filme de Coutinho, analisado pela autora, narrativas em primeira pessoa dirigidas ao público, o transforma em testemunha do ato de testemunhar. Por meio de uma trama que tece o passado lembrado com o passado narrado, o testemunho de alguém encenado por outro, reforça o valor da montagem na produção de narrativas. Essa pista é brilhantemente explorada na obra para destacar os territórios comuns à prática cinematográfica e à prática historiadora. Nesse jogo, portanto, se encena o encontro do cinema com a história.


Ana Maria Mauad

Sobre a autora: Juliana Muylaert Mager concluiu a graduação em História pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU) em 2010. Possui mestrado e doutorado em história pelo Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal Fluminense (PPGH/UFF), tendo defendido, em 2019, a tese de doutorado “É tudo verdade? cinema, memória e usos públicos da história”. Foi professora substituta da área de história contemporânea na Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), entre 2015 e 2016. Atualmente é professora da rede privada de ensino no Rio de Janeiro e pesquisadora associada do Laboratório de História Oral e Imagem (LABHOI/UFF). Desenvolve pesquisas nas áreas de história pública, cultura visual, cinema e teoria da história, com destaque para a história dos festivais de filmes no Brasil.

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