Revista de Gastronomia, História e Cultura: arrozfeijão - nº 1

Revista de Gastronomia, História e Cultura: arrozfeijão - nº 1

Marca: Alameda Modelo: 2021 Referência: 2763-6038

  • Medida: Altura: 01cm, Largura: 14cm, Comprimento: 21cm

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Arrozfeijão Nº1

Os chamados “estudos da alimentação”, ou em inglês Food Studies, são um campo diversificado e multidisciplinar que reúne abordagens históricas, sociológicas, antropológicas, etnográficas, botânicas, estéticas e gastronômicas do alimento e de seu entorno, de maneira que esse caráter plural não poderia deixar de ser parte estruturante de uma revista como a Arrozfeijão.

No âmbito desta ascendente área de pesquisa no Brasil, concentramos nosso empenho em selecionar para a publicação tanto artigos mais acadêmicos, quanto os do gênero ensaístico, passando também pelo memorialístico –, criados por autoras e autores nascidos em diferentes estados, com formações e experiências diversas. Aliado à essa disposição, provavelmente por formarmos um conselho editorial exclusivamente feminino, convidamos e recebemos espontaneamente uma quantidade muito mais expressiva de trabalhos de autoras mulheres. Contudo, essa questão do gênero não perpassa apenas a autoria dos textos, mas de alguma maneira permeia também a maior parte dos temas e de suas abordagens – sinal da urgência do tópico na esfera dos estudos da alimentação.

Abrindo a edição, a historiadora Rafaela Basso e a socióloga e gastrônoma Talitha Alessandra Ferreira colocam em pratos limpos a discriminação de gênero nas cozinhas profissionais no artigo Mulheres e cozinhas: um menu de reflexões e um prato cheio para os debates. Lançando mão de fontes bibliográficas preferencialmente de autoras mulheres, acabam por enfrentar na prática a mesma questão também no ambiente dos estudos da alimentação e da academia.

A historiadora e editora paulistana Joana Monteleone nos brinda com a história dos coquetéis e suas divisões por gênero, enquanto a carioca Nina Sargaço nos conta a história dos feed sacks, quem embrulhavam alimentos e podiam ser reutilizados como aventais de cozinha, roupas de crianças ou vestidos funcionais para o dia a dia.

Na sequência, o antropólogo Ricardo Gomes Lima faz uma panorâmica da alimentação no Brasil e a jornalista, chef e autora de livros de culinária e história da alimentação Márcia Zoladz investiga o que há num nome para que batize uma receita de bolo registrada em diferentes cadernos de um determinado período. A cozinheira e pesquisadora mineira da antropologia da alimentação Luiza Lafetá comenta a receita da torta de frango de sua avó, Dona Zulma, elencando temperos usados no norte de Minas Gerais. E como não podia faltar a base que recebe essa mistura, o jornalista Walterson Sardenberg Sº conta a tão paulista história do feijão carioquinha.

Para fechar a edição, nossa seção fixa A Especiarista, por Bárbara Cordovani, trata da espécie botânica símbolo do quilombo Mandira, a Cataia, a gastrônoma e pesquisadora da cozinha afro-brasileira Maria Conceição Oliveira faz um perfil da cozinheira trans que registrou o patrimônio culinário da conservadora cidade de Goiás dos anos 1960 a 2012, Nádia Köller. De sobremesa, saboreie a resenha do livro da zambiana Gaile Parkin, Assando bolos em Kigali, pelo olhar da tradutora, cozinheira, professora de gastronomia e pesquisadora gaúcha Carla Maicá. Boa leitura!

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