Colonialidade, de Michel Cahen
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Colonialidade, de Michel Cahen
Argumentos para a precisão de um conceito
Título original: Colonialité: Plaidoyer pour la précision d'un concept
A colonialidade é um fenômeno global ligado à expansão do sistema-mundo capitalista. Ela não é uniforme, mas está enraizada nas especificidades de cada sociedade. Como conceito fundamental nas abordagens póscoloniais e decoloniais, sua definição dá origem a uma série de noções relacionadas, como pós-colonial e póscolonial, decolonial e decolonialidade, subalternidade, pluriversalidade e “Sul Global”.
O pensamento decolonial passou por uma virada epistêmica que lhe conferiu uma forte inclinação idealista: a emancipação dos subalternizados seria alcançada por meio de um “desligamento” mental do “Ocidente” e da “Modernidade”. Os movimentos sociais concretos nunca dissociam a dimensão ontológica da experiência socioeconômica. Esse idealismo decolonial, ao reificar o “Ocidente”, supervaloriza a experiência hispano-americana e negligencia a centralidade do Velho Mundo tanto na constituição dos sistemas--mundo quanto na acumulação primitiva de capital.
Michel Cahen propõe-se nesse livro imprescindível para a compreensão do debate histórico e sociológico contemporâneo a construção de uma perspectiva decolonial materialista, que com preende a colonialidade não como uma mera “épistémè”, mas como uma formação social inscrita nas dinâmicas do sistema-mundo capitalista.
Ruy Braga
Universidade de São Paulo
Sobre o Autor:
Michel Cahen é pesquisador do Centre national de la recherche scientifique no Instituto de estudos políticos de Bordeaux (França). É historiador da colonização portuguesa em África (séculos XIX-XX) e analista dos atuais países africanos de língua oficial portuguesa. Desde vinte anos, estuda os pensamentos póscoloniais e decoloniais. Pela Alameda, organizou, com Ruy Braga, Para além do pós (-) colonial.
Sumário
Prólogo 13
Introdução 25
Capítulo 1
Pela precisão dos conceitos 33
Pós-colonial, póscolonial, “pós(-)colonialismo” 40
Colonialidade: uma crítica a Aníbal Quijano e outros 46
Colonialidade de acordo com Aníbal Quijano 49
Contra as aproximações históricas... 54
...e contra o latinocentrismo de Quijano 66
Capítulo 2
A colonialidade do sistema-mundo capitalista 91
Subalternização e crioulização 97
Para uma definição materialista da colonialidade 99
Uma certa colonialidade do gênero 109
Capítulo 3
Decolonial: de Quijano a Mignolo, depois Escobar 121
Uma crítica materialista da decolonialidade de Mignolo 135
Pluriversalismo ou diversalismo versus universalismo? 142
Rumo a um decolonial transicional? 151
Capítulo 4
Do uso adequado de pós(-)colonial, da colonialidade e do decolonial 171
Há “sociedades pós-coloniais”? 172
O Brasil é um país “pós-colonial”? 176
O que é anticolonial, o que é decolonial? 180
Um esclarecimento sobre interseccionalidade 181
Capítulo 5
O decolonial e a guerra 197
Campismo versus... 202
...Decolonial internacionalista 210
Anexos
Anexo 1 - Brasil: da descolonização impossível a uma “decolonialização” possível?Ensaio 219
Os tipos de ruptura com as metrópoles coloniais 220
Brasil, um caso singular 227
Comparar o Brasil com a África? 232
Brasil: rumo a uma “decolonialização”? 237
Anexo 2 - Ódio ao colono, ódio do colono 239
Referências citadas 247
- Medida: 14 cm x 21 cm x 2cm
- Páginas: 280 páginas
- Peso: 530 gramas












