As ásperas esferas do amor, de Ariosto Augusto de Oliveira

As ásperas esferas do amor, de Ariosto Augusto de Oliveira

Marca: Nankin Editorial Modelo: 2021 Referência: 978-65-88875-05-6

  • Medida: Altura: 02cm, Largura: 14cm, Comprimento: 21cm
  • Páginas: 114 páginas
  • Peso: 500 gramas

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Estas estórias circulam num ambiente delimitado, pois parecem formar um pequeno formigueiro ou cupinzeiro. Mas não são estórias de insetos,  senão de gentes bem humanas. As personagens têm memória e memórias quase tudo retalhado como colchas mal cerzidas e coloridas e parecem mais ou menos sem rumo. 


São assim personagens desarrumadas...conquanto num condomínio muito urbano onde poderiam reinar a concórdia e alguma felicidade. Porém se assim fosse certamente não haveria estória nenhuma a contar. Neste mundo estrambólico, concórdia e felicidade não são narráveis. 

Então, um narrador muito astuto junta o que poderíamos chamar de pequenas topadas do cotidiano, comédias de riso sem gargalhadas, e ali explora sem dramas nem tragédias  a incapacidade humana de ser minimamente feliz. 

A astúcia do narrador figura em diversas linhagens um pacto de leitura muito original, no qual o leitor tanto fica fora quanto dentro do condomínio. Uma armadilha principal será por certo o descompasso entre os títulos das estórias e seu conteúdo de bagatelas. O leitor talvez chegado às grandiloquências pega um título e logo supõe uma vasta narrativa correspondente. Mas é desarmado, meio que cai do cavalo...

Suponho que esses recurso e percurso, insistentes, a presidir o livro, primeiro sugerem algo da crônica de Machado de Assis, depois constituem a exibição do convencionalismo da verdade ficcional. Evapora-se assim qualquer pretensão de verdade encerrada nas palavras do narrador e seu ponto de vista. Como parece ser a evidência de todas as verdades. 

E, entretanto, as chamadas pequenas misérias da vida diária (ou não) das mulheres e homens comuns habitantes de um condomínio urbano de classe média baixa estão ali e são verdadeiras. 

Assim, o paradoxo revela e oculta as facetas dessas gentes que existem aos milhões e são nossos semelhantes. Uma escrita rigorosa fisgada à linguagem popular, adequada ao narrador e às personagens, completa o mérito dessas estórias, que ao fim e ao cabo também são pequenas histórias da humanidade. 



Valentim Facioli 

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