Ritmos Negros, org. de Amailton Magno Azevedo

Ritmos Negros, org. de Amailton Magno Azevedo

Marca: Alameda Modelo: 2021 Referência: 978-65-5966-019-3

  • Medida: Altura Selecionar Altura: 02cm, Largura: 14cm, Comprimento: 21cm
  • Páginas: 296 páginas
  • Peso: 500 gramas

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Música, arte e cultura na diáspora negra

Ritmos‌ ‌Negros‌ ‌‌debruça-se‌ ‌sobre‌ ‌diferentes‌ ‌movimentos‌ musicais‌ ‌no‌ ‌Brasil,‌ ‌Nigéria‌ ‌e‌ ‌Jamaica.‌ ‌Organizada‌ ‌pelo‌ ‌historiador‌ ‌Amailton‌ ‌Magno‌ ‌Azevedo,‌ ‌a‌ ‌obra‌ ‌rastreia‌ ‌as‌ ‌memórias‌ ‌e‌ ‌as‌ ‌experiências‌ ‌rítmicas‌ ‌como‌ ‌meio‌ ‌de‌ ‌compreender‌ ‌suas‌ ‌singularidades‌ ‌nas‌ ‌conjunturas‌ ‌de‌ ‌cada‌ ‌ país.‌ ‌Os‌ ‌capítulos‌ ‌que‌ ‌compõem‌ ‌o‌ ‌livro‌ ‌permitem‌ ‌acessar‌ ‌parte‌ ‌da‌ história‌ ‌social‌ ‌de‌ ‌músicos‌ ‌e‌ ‌agentes‌ ‌sociais‌ ‌negros‌ ‌desde‌ ‌o‌ ‌último‌ ‌terço‌ ‌do‌ ‌século‌ ‌XX‌ ‌e‌ ‌as‌ ‌duas‌ ‌primeiras‌ ‌décadas‌ ‌do‌ ‌XXI.‌ ‌
O‌ ‌livro‌ ‌é‌ ‌dividido‌ ‌em‌ ‌três‌ ‌partes,‌ ‌que‌ ‌exploram‌ ‌diferentes‌ ‌ritmos‌ ‌musicais.‌ ‌Ao‌ ‌longo‌ ‌da‌ ‌leitura‌ ‌da‌ ‌obra,‌ ‌é‌ ‌possível‌ ‌observar‌ ‌também‌ ‌a‌ ‌predominância‌ ‌de‌ ‌determinados‌ ‌estilos‌ ‌poéticos.‌ ‌De‌ ‌cunho‌ ‌interdisciplinar,‌ ‌a‌ ‌obra‌ ‌articula‌ ‌um‌ ‌diálogo‌ ‌entre‌ ‌História‌ ‌e‌ ‌Crítica‌ ‌Musical,‌ ‌História‌ ‌e‌ ‌Antropologia,‌ ‌História‌ ‌e‌ ‌Musicologia,‌ ‌assim‌ ‌é‌ ‌possível‌ ‌conceber‌ ‌a‌ ‌negritude‌ ‌do‌ ‌Sul‌ ‌do‌ ‌mundo‌ ‌como‌ ‌expressão‌ ‌discrepante‌ ‌à‌ ‌modernidade,‌ ‌ou‌ ‌seja,‌ ‌seria‌ ‌a‌ ‌metrópole‌ ‌de‌ ‌si‌ ‌mesmo.‌ ‌ ‌
Na‌ ‌primeira‌ ‌parte‌ ‌do‌ ‌livro,‌ ‌intitulada‌ ‌“Samba,‌ ‌Jongo‌ ‌e‌ ‌Maracatu:‌ ‌patrimônio,‌ ‌música‌ ‌e‌ ‌memória‌ ‌dos‌ ‌antigos”,‌ ‌propõe-se‌ ‌rastrear‌ ‌saberes‌ ‌antigos‌ ‌quando‌ ‌reposicionados‌ ‌no‌ ‌meio‌ ‌urbano.‌ ‌Na‌ ‌segunda‌ ‌parte,‌ ‌“Tim‌ ‌Maia‌ ‌e‌ ‌Itamar‌ ‌Assumpção:‌ ‌benditos,‌ ‌malditos‌ ‌e‌ ‌nem‌ ‌um‌ ‌pouco‌ ‌santos”,‌ ‌pretende-se‌ ‌explorar‌ ‌as‌ ‌ambiguidades‌ ‌da‌ ‌poética‌ ‌e‌ ‌o‌ ‌estilo‌ ‌pessoal‌ ‌de‌ ‌cada‌ ‌músico.‌ ‌Por‌ ‌fim,‌ ‌a‌ ‌terceira‌ ‌parte,‌ ‌“Afrobeat‌ ‌e‌ ‌Reggae:‌ ‌música‌ ‌jovem,‌ ‌negra‌ ‌e‌ ‌urbana”,‌ ‌trata‌ ‌dos‌ ‌estilos‌ ‌negros‌ ‌no‌ ‌contexto‌ ‌da‌ ‌urbanização‌ ‌e‌ ‌de‌ ‌como‌ ‌esses‌ ‌ritmos‌ ‌elaboraram‌ ‌ineditismos‌ ‌estéticos‌ ‌na‌ ‌música‌ ‌urbana.‌ ‌
A‌ ‌partir‌ ‌da‌ ‌leitura‌ ‌da‌ ‌obra,‌ ‌apreende-se‌ ‌que‌ ‌as‌ ‌musicalidades‌ ‌negras‌ ‌modernas‌ ‌revelaram‌ ‌ao‌ ‌mundo‌ ‌uma‌ ‌estética‌ ‌específica,‌ ‌fundadas‌ ‌num‌ ‌conjunto‌ ‌de‌ ‌valores‌ ‌culturais‌ ‌herdados‌ ‌do‌ ‌circuito‌ ‌África/América/Brasil,‌ ‌e‌ ‌também‌ ‌deixaram‌ ‌um‌ ‌legado‌ ‌político‌ ‌de‌ ‌resistência‌ ‌cultural‌ ‌à‌ ‌máquina‌ ‌escravista‌ ‌e‌ ‌ao‌ ‌racismo‌ ‌contemporâneo.‌

 

Sobre o organizador: Amailton Magno Azevedo é atualmente Professor do Programa de Estudos Pós Graduados em História e do Departamento de História da Faculdade de Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP). Possui graduação (1998), mestrado (2000) e doutorado em História pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (2006). Possui Pós-Doutorado pela Universidade do Texas, em Austin (2011), com bolsa Capes. Desenvolveu pesquisa no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra como Investigador convidado, em 2015, com auxílio à pesquisa da PUC/SP. Também cumpriu Estágio de Pós-doutoramento na Casa de Las Americas, em Havana, Cuba, em 2018-2019, com auxílio à pesquisa da PUC/SP. Tem experiência na área de História, com ênfase em História da África e do Brasil. Publicou o livro Sambas, Quintais e Arranha-Céus: as micro-áfricas em São Paulo em 2016 e dezenas de artigos com temáticas relacionadas à música e a cultura negra no Brasil, Cuba e Nigéria. Atua também como músico, tendo um disco gravado com o título Mundo Atlântico de 2004.

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