Eu, Zuzu Angel, agora milito, de Sophia Colleti
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“Quem é essa mulher?” – pergunta a canção. So phia cria um retrato delicado e cuidadoso de Zuzu Angel e da possibilidade de uma vida criativa em meio à opressão da ditadura civil-militar brasileira de 1964-85. Um retrato do medo que vigia e da coragem para enfrentar a repressão. Desenho fino da vida desta mulher, artista, mãe. Zuzu busca por seu filho, Stuart Angel, vivo, e depois, como Antígona, para “deixar seu corpo descansar”, contra um Estado que viola sistematicamente os direitos humanos. Stuart lutou contra a ditadura e foi morto. Assim também Zuzu. Não sem antes denunciar para o mundo a violência brutal que acontecia no Brasil. Tessa Moura Lacerda
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Uma mãe não esquece, declara a Zuzu Angel trazida aos palcos por Sophia Colleti. O Brasil, no entanto, parece estar sempre à beira de esquecer e apagar, da memória coletiva, as violências cometidas pela ditadura militar.
Em Eu, Zuzu Angel, agora milito, Sophia Colleti vai além da simples homenagem à mulher que, quando exigiu a verdade sobre as torturas fatais sofri das pelo filho Stuart, tornou-se símbolo de coragem e resistência: ao encenar o momento mais crítico da história de Zuzu, Colleti explora como a liberdade foi o objetivo maior da costureira, mãe, mulher.
O ímpeto revolucionário que ela encarna estava na sua moda, interpretação do Brasil e criada para as mulheres modernas e destemidas; e na sua recusa em se silenciar perante a brutalidade do governo dos generais. Sua exigência por justiça a levou à morte. Mas não ao fim de sua história.
Colleti tece um diálogo poderoso entre as palavras da própria Zuzu e o texto de Antígona para dramatizar a tragédia real dos Angel Jones – e do Brasil. Agora, ela está também nas páginas deste livro, registro de um primoroso trabalho, marcado por formidável sensibilidade artística. Para que possamos ler, reler e, sobretudo, não esquecer Zuzu. Virginia Siqueira Starling
Sophia Colleti Simões Vieira nasceu em 1997, em Ribeirão Preto. É multiartista: atriz, dramaturga, encenadora, pesquisadora e produtora. Técnica em Arte Dramática, bacharela em Direção Teatral e mestra em Artes Cênicas. Foi indicada ao Prêmio Braskem de Teatro pela direção do espetáculo Enfermaria número 6, inspirado no conto homônimo de Anton Tchekhov. É autora da peça O que vem depois, montada pela Cia. de Teatro da Casa.
Sumário:
Antígona na passarela: moda, morte e campo cultural sob a ditadura brasileira, por Joana Monteleone - 9
Personagens - 17
Prelúdio - 21
Episódio um: liberdades - 27
Episódio dois: as pessoas precisam de trauma e opressão para desenvolver músculos psíquicos - 49
Episódio três: o cadáver insepulto irá deliciar as aves carniceiras que hão de banquetear-se no feliz achado - 73
Epílogo - 95
Nota da autora - 101











