Código: 1497

Paixões torpes, ambições sórdidas

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Referência: 9788579395338


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Crime, cultura e sensibilidade moderna (Curitiba, fins do século XIX e início do XX)

 

Nas décadas entre o final do século XIX e o começo do XX, Curitiba, capital do Paraná, vive um significativo processo de modernização. As mudanças afetam diferentes aspectos da vida urbana, forjando novas formas de percepção e representação da cidade. Com o titulo extraído de uma das muitas crônicas publicadas nas revistas ilustradas que circulavam no período, “Paixões torpes, ambições sórdidas” acompanha as mutações vividas pela “cabocla cortesã” – alcunha que lhe foi conferida por um de seus cronistas – elegendo o crime como fio condutor de sua narrativa. A perspectiva adotada, a de uma história cultural do crime, articula diferentes discursos na tentativa de mostrar como, a partir da experiência criminal, é possível fazer aparecer outras facetas da modernidade. Embasado em um conjunto documental amplo e diversificado, o livro transita por novelas ficcionais, crônicas de revistas, matérias jornalísticas, relatórios policiais, regulamentos e regimentos policiais, fichas de identificação e livros de registros de prisioneiros, entre outras fontes, com o intuito de mostrar como, apesar de diferentes em forma e conteúdo, esses discursos enunciavam e fazia partilha de uma sensibilidade mais o menos comum a uma parcela da população curitibana: de um lado, o medo provocado pelo aumento dos índices de criminalidade e de sua percepção; de outro, a crença aparente de que justamente aquilo que temiam, era um indicativo do cosmopolitismo e da modernidade que essa mesma população ambicionava.

 

Sobre o autor: Clóvis Gruner é historiador e professor na UFPR. É membro do grupo NAVIS (Núcleo de Artes Visuais), e da Red de Historiadores e Historiadoras del Delito en Las Américas (REDHHDA). Publicou, entre outros, “Leituras matutinas: utopias e heterotopias da modernidade em Joinville (1951-1980)” (Curitiba, Prismas, 2017) e “Imagem, narrativa e subversão” (co-organizador, São Paulo, Intermeios, 2016). Vive em Curitiba.

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